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Aparelhos auditivos · São José dos Campos

Aparelhos auditivos: os tipos e como escolher

Existem formatos diferentes de aparelho auditivo porque existem perdas auditivas diferentes, orelhas diferentes e rotinas diferentes. Esta página explica o que muda de um modelo para o outro, em português claro, para você chegar na loja sabendo o que está sendo oferecido.

  • A indicação vem depois da avaliação auditiva, nunca antes
  • Intracanal, retroauricular, RIC, recarregável e com conexão ao celular
  • O aparelho é ajustado às frequências da pessoa, não sai da caixa pronto
  • Acompanhamento e manutenção no mesmo lugar, depois da adaptação
Expositor da loja AudioVic com quatro tipos de aparelho auditivo lado a lado e material informativo da marca
  • Avaliação primeiro indicação nenhuma sem exame
  • Cabine na própria loja a medição é feita aqui
  • Ajuste às suas frequências o aparelho é programado para você
  • Manutenção no mesmo lugar laboratório próprio na loja
Cabine audiométrica da AudioVic, com audiômetro sobre a bancada e cadeira de atendimento ao lado

A regra que vem antes

A escolha do aparelho vem depois da avaliação, nunca antes

Perda auditiva não é só uma questão de volume. Ela costuma atingir umas frequências mais do que outras — por isso tem gente que escuta a voz, mas não entende a palavra. Sem saber quais frequências estão comprometidas e em que grau, não existe escolha de aparelho: existe chute.

Na AudioVic a avaliação é feita na cabine audiométrica da própria loja. É ela que isola o ruído externo e permite medir a audição com precisão. Só depois disso a conversa sobre modelo começa a fazer sentido.

Cuidado com atalho: aparelho vendido sem avaliação, amplificador genérico de farmácia ou de internet e modelo escolhido só pelo tamanho tendem a sair caro de duas formas — o dinheiro gasto e o tempo perdido com um aparelho que fica na gaveta.

Os tipos

O que muda de um modelo para o outro

Os nomes assustam mais do que a ideia. No fundo, o que muda é onde o aparelho fica, qual o tamanho da peça, quanto de som ele consegue entregar e como ele é alimentado. Abaixo, cada tipo em linguagem direta.

Estão em ordem, do maior para o menor. Em geral, quanto maior o corpo do aparelho, mais potência ele comporta e mais fácil ele é de segurar — e quanto menor, mais discreto e mais delicado de manusear. Não existe melhor: existe o adequado ao seu caso.

01 Aparelho auditivo retroauricular, com o corpo curvado que se apoia atrás da orelha
BTE

Retroauricular

O corpo fica atrás da orelha e o som chega ao ouvido por um tubo com um dome — a borrachinha que entra no canal.

Costuma servir para o formato mais versátil: atende de perdas leves às mais acentuadas, porque o corpo maior comporta mais potência. É também o mais fácil de segurar e limpar.

02 Aparelho auditivo com receptor no canal, com fio fino ligando o corpo ao receptor
RIC

Receptor no canal

Parecido com o retroauricular, mas o receptor — o alto-falante — sai de trás da orelha e vai para dentro do canal, ligado por um fio fino.

Costuma servir para quem quer algo mais discreto que o retroauricular clássico sem abrir mão de um corpo fácil de manusear. O receptor é peça de desgaste e pode precisar de troca — serviço que fazemos aqui.

03 Aparelho auditivo intra-auricular, que ocupa a concha da orelha
ITE

Intra-auricular

Peça única que ocupa a concha da orelha, feita a partir de um molde do seu ouvido. Não tem nada atrás da orelha.

Costuma servir para quem não quer nada apoiado atrás da orelha e ainda precisa de uma peça com tamanho suficiente para manusear com facilidade.

04 Aparelho auditivo intracanal, menor que o intra-auricular
ITC

Intracanal

Menor que o intra-auricular, fica na entrada do canal do ouvido e aparece pouco de fora.

Costuma servir para quem quer discrição sem chegar ao tamanho mínimo. Peça menor exige mais cuidado com cera e umidade.

05 Aparelho auditivo microcanal, que fica quase todo dentro do canal do ouvido
CIC

Microcanal

Fica quase todo dentro do canal, com um fio de nylon para retirar. De frente, praticamente não se vê.

Costuma servir para quem tem a discrição como prioridade, canal auditivo com espaço para a peça e firmeza nas mãos para colocar e tirar.

06 Aparelho auditivo microcanal invisível, o modelo mais profundo e discreto
IIC

Microcanal invisível

O mais profundo e o menos visível de todos. Fica além da entrada do canal.

Costuma servir para quem quer o máximo de discrição — mas nem todo canal auditivo comporta esse formato, e isso só se sabe olhando o seu ouvido.

Os seis formatos acima são sobre onde o aparelho fica. Recarregável, conexão com celular e conexão com a televisão são recursos — aparecem em vários formatos e são escolhidos à parte. Estão logo abaixo.

Recursos

O que muda no dia a dia, além do formato

Recarregável

O que é: em vez de pilha descartável, o aparelho tem bateria interna e passa a noite num carregador.

Para quem costuma servir: quem tem dificuldade para manusear a pilha, que é minúscula, ou para enxergar o lado certo de encaixar.

O que considerar: exige a rotina de colocar para carregar todo dia. Quem viaja muito para lugar sem tomada garantida às vezes prefere a pilha, que se troca na hora.

Conexão com celular e TV

O que é: modelos que recebem o som direto do celular ou da televisão, sem passar pelo ar da sala. Existem também dispositivos de conectividade que fazem essa ponte.

Para quem costuma servir: quem sofre para entender a TV, para falar ao telefone ou vive brigando pelo controle de volume em casa.

O que considerar: nem todo modelo tem esse recurso. É item para conversar na loja, com o seu celular em mãos.

Como se decide entre eles

A escolha cruza quatro coisas: o resultado da avaliação, o formato do seu canal auditivo, a sua destreza para manusear peça pequena e a sua rotina — trabalho, TV, telefone, barulho.

Discrição é um critério legítimo, mas não pode ser o único. Aparelho bonito que não dá conta da sua perda, ou que você não consegue colocar sozinho, acaba na gaveta.

Mão segurando um aparelho auditivo do tipo RIC na loja da AudioVic, mostrando o tamanho real da peça

Na loja

Dá para ver o tamanho real antes de decidir

Foto engana. Na tela, todo aparelho parece do mesmo tamanho. Na mão, a diferença entre um intracanal e um retroauricular fica óbvia — e é justamente essa diferença que decide se a pessoa vai conseguir colocar o aparelho sozinha todo dia de manhã.

Temos os modelos no expositor da loja. Você vê, pega, compara o tamanho e entende o que cada formato exige de manuseio. Trabalhamos com a marca microTech.

  • Tamanho e peso — o quanto a peça aparece e o quanto ela pede de firmeza na mão
  • Manuseio — colocar, tirar, limpar e trocar a pilha ou carregar
  • Alimentação — pilha descartável ou bateria recarregável
  • Recursos — conexão com celular e TV, quando o modelo tem

A adaptação

Comprar é rápido. Adaptar leva tempo.

Aparelho auditivo não é óculos: você não coloca e enxerga na hora. O caminho tem etapas, e saber disso antes evita frustração no meio do processo.

  1. Avaliação auditiva

    Na cabine, mede-se quais frequências estão comprometidas e em que grau. Esse resultado é a base de tudo o que vem depois. Se aparecer algo que precise de investigação médica, orientamos procurar um otorrinolaringologista antes de seguir com aparelho.

  2. Escolha do modelo

    Com o resultado em mãos, mostramos quais formatos atendem o seu caso e o que muda entre eles no dia a dia. A conversa considera a sua rotina e o seu manuseio, não só o desenho da peça.

  3. Programação e ajuste

    O aparelho é programado para as suas frequências. Ele não amplifica tudo igual: reforça onde você perdeu e segura onde você ouve bem. É por isso que aparelho de outra pessoa não serve em você.

  4. Período de adaptação e retornos

    Nas primeiras semanas o cérebro reencontra sons que estavam ausentes há tempo. Você volta para ajuste fino, e o aparelho vai sendo calibrado conforme o uso real, não conforme a teoria.

Homem grisalho ajustando com a mão um aparelho auditivo retroauricular atrás da orelha

Expectativa realista

O começo estranha. Isso é normal.

Quem passou anos ouvindo menos se acostumou com um mundo mais silencioso. Quando o aparelho entra, sons esquecidos voltam todos de uma vez: o próprio passo no chão, a geladeira, o farfalhar do jornal, a própria voz. No começo isso incomoda.

Não é defeito do aparelho nem sinal de que a escolha foi errada. É o cérebro reaprendendo a separar o que importa do que é ruído de fundo. Esse processo leva tempo e é diferente para cada pessoa — por isso os retornos para ajuste fazem parte do tratamento, e não são cortesia.

  • Comece usando em ambiente calmo, em casa, antes de encarar rua e restaurante
  • Aumente o tempo de uso aos poucos, ao longo dos dias
  • Anote o que incomodou: é isso que o ajuste fino corrige no retorno
  • Fale com a gente em vez de guardar o aparelho na gaveta

Sendo direto: aparelho auditivo é reabilitação, não cura. Ele ajuda a ouvir melhor no dia a dia, mas não devolve a audição original nem faz a perda auditiva desaparecer. Quem promete isso está vendendo o que não pode entregar.

Depois da compra

Revisão periódica não é opcional

O aparelho fica horas por dia num ambiente quente e úmido, cheio de cera. Filtro entope, tubo resseca, dome endurece, umidade se acumula. Nada disso é defeito de fabricação: é desgaste de uso, e acontece com todo aparelho.

A audição também muda com o tempo, o que significa que a programação de hoje pode não ser a adequada daqui a um tempo. Por isso o acompanhamento continua depois da venda: limpeza, revisão e ajuste fino de frequências.

Na AudioVic isso acontece no mesmo endereço onde o aparelho foi adaptado, com laboratório próprio na loja — e vale também para aparelho comprado em outro lugar.

Dúvidas sobre aparelhos

O que as pessoas perguntam antes de escolher

Qual é o melhor tipo de aparelho auditivo?

Não existe um melhor no geral. Existe o mais adequado para cada caso, e isso depende de quatro coisas: o resultado da avaliação auditiva, o formato do canal do ouvido, a destreza da pessoa para manusear peça pequena e a rotina dela.

Um modelo que resolve para uma pessoa pode ser exatamente o errado para outra com a mesma idade e queixa parecida.

O aparelho auditivo recupera a audição?

Não. Aparelho auditivo é reabilitação, não cura. Ele amplifica e trata o som para compensar as frequências que a pessoa perdeu, o que costuma melhorar bastante a comunicação no dia a dia. Mas a perda auditiva continua existindo, e a audição não volta a ser a de antes.

Preferimos dizer isso na primeira conversa a deixar a pessoa descobrir depois de comprar.

O intracanal é melhor porque é mais discreto?

Discrição é uma vantagem real, e para muita gente pesa bastante. Só que ela não pode ser o único critério. Peça pequena tem menos espaço interno, o que limita a potência disponível, e é mais difícil de segurar, limpar e encaixar — um problema concreto para quem tem menos firmeza nas mãos ou enxerga pouco de perto.

O modelo certo é o que a pessoa consegue usar todo dia, sozinha, e que dá conta da perda dela.

Qual a diferença entre aparelho de pilha e recarregável?

O de pilha usa uma bateria descartável que se troca quando acaba: resolve na hora, em qualquer lugar, mas exige manusear uma peça minúscula e comprar pilha de tempos em tempos. O recarregável passa a noite no carregador e elimina essa troca, mas exige a rotina de lembrar de carregar.

Na prática, quem tem dificuldade com as mãos ou com a visão de perto costuma se dar melhor com o recarregável. Vendemos pilhas na loja para quem usa o outro formato.

Dá para ligar o aparelho auditivo no celular e na TV?

Alguns modelos recebem o som direto do celular ou da televisão, e existem dispositivos de conectividade que fazem essa ponte para o aparelho. É um recurso útil principalmente para quem sofre com a TV alta em casa e com ligação telefônica.

Depende do modelo, então não dá para responder isso no geral. Traga o seu celular quando vier: a gente mostra o que se aplica ao seu caso.

Comece pela avaliação, não pelo produto

Mande mensagem contando o que está acontecendo — com você ou com quem você está ajudando. A gente explica como funciona a avaliação e o que costuma vir depois dela. Sem compromisso de compra.

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